Varizes: O que são e como tratá-las?

As varizes deixam qualquer pessoa descontente. Isso acontece, por dois motivos: pela saúde e pela estética. Mas a preocupação estética é o de menos ao lado das complicações que elas podem trazer para a saúde da pessoa. Dessa forma, apresentamos algumas informações sobre esse “problema” que atinge muitas pessoas. Confira abaixo.

O que é uma varize?

Varize é uma veia dilatada, tortuosa, insuficiente e azulada. Qualquer veia do corpo pode ficar dessa forma. No entanto, esse problema é mais comum nos pés e pernas, principalmente na parte superficial da pele. Isso acontece, pois ficar em pé ou sentado durante muito tempo aumenta a pressão nas veias na parte inferior do corpo, logo, afeta as pernas e pés.

Como já foi mencionado, a varize e também os vasinhos, que são uma variação mais leve da varize, são uma preocupação estética para muitas pessoas. No entanto, elas causam bastante desconforto, dor e até problemas graves como, por exemplo, maiores riscos para desenvolver uma doença circulatória.

Quais são as causas da varize?

Uma das causas mais comuns é a genética. Logo, quando há forte predisposição familiar. Por exemplo, pode-se “herdar” veias mais frágeis com o avançar da idade. Sem falar que existem outros fatores de risco que também influenciam no surgimento da varize.

Quais são os fatores de risco?

  • Gravidez: é bastante comum mulheres grávidas apresentarem esse problema;
  • Mulheres: ser do sexo feminino;
  • Ter idade mais avançada;
  • Ter excesso de peso e obesidade;
  • Genética: histórico familiar;
  • Ficar muito tempo em pé ou sentado;
  • “Problemas” que aumentam a pressão no abdômen. Por exemplo: insuficiência cardíaca, líquido no abdômen e até doenças do fígado.

Quais são os sintomas da varize?

Além do aparecimento de veias dilatas, tortuosas e azuladas lobo abaixo da pele, existem alguns sintomas, os quais são:

  • Dor;
  • Ardor;
  • Sensação de peso nas pernas e pés (essa sensação é mais acentuada no fim do dia);
  • Leve inchaço nos pés e tornozelos;
  • Coceira na pele sobre a varize;

Também existem sintomas mais graves como, por exemplo:

  • Acúmulo de líquido e inchaço nas pernas;
  • Bastante inchaço na panturrilha;
  • Dor após ficar muito tempo em pé ou sentado na panturrilha;
  • Mudanças na cor da pele nas pernas e tornozelos;
  • Pele seca e esticada.

É importante ressaltar que os sintomas das varizes podem ficar mais graves alguns dias antes e também durante o período menstrual.

Qual é o diagnóstico da varize?

É possível diagnosticar a varize através de uma análise da pele ou da aparência das veias. Logo, o médico especialista irá realizar um exame físico, onde irá examinar as pernas, pés e outras áreas que podem ter sido afetadas. O médico irá procurar os sintomas mais comuns como, por exemplo, inchaços, mudanças de cor na pele e outros sinais na pele. No caso de suspeitas de varize, o médico poderá solicitar o ultrassom Doppler Colorido Venoso De Membros Inferiores.

Qual são os tratamentos para a varize?

Existem meias de compressão que ajudam a controlar essas veias dilatadas. Elas fazem uma compressão bastante forte no tornozelo, o que diminui em direção à coxa, fazendo com que o sangue venoso seja direcionado de volta ao coração. Além da meia de compressão, a escleroterapia e a cirurgia também são opções.

Como prevenir a varize?

Infelizmente não é possível evitar completamente esse problema. Contudo, é possível melhorar a circulação sanguínea, e assim, reduzir as chances de desenvolver esse problema. As medidas preventivas a seguir ajudam a prevenir, mas também a tratar o desconforto dessa complicação:

  • Prática de exercícios físicos;
  • Manter o peso do corpo sempre saudável;
  • Comer bastante fibras;
  • Diminuir o consumo de sal;
  • Mulheres: evitar o uso de sapatos com salto alto e sapatilhas e meias apertadas;
  • Elevar as pernas sempre que possível;
  • Evitar ficar muito tempo na mesma posição como, por exemplo, em pé ou sentado.

Essas são algumas informações sobre as varizes, problema bastante comum e que causa bastante desconforto, principalmente em mulheres e com o avançar da idade. Mas felizmente é possível reduzir o risco com métodos preventivos. Além disso, existem tratamentos que também ajudam. Gostou dessa matéria? Então, deixe o seu comentário no espaço abaixo. Aproveite e confira nossos demais conteúdos no blog.

A importância de controlar o colesterol para a saúde do coração

Muito se fala sobre a necessidade em controlar o colesterol para ter a saúde do coração em dia. Mas a maioria da população ainda tem dúvidas sobre quais são os níveis aceitos dessa substância em nosso sangue, como fazer para identificar quando há o excesso e quais são os perigos que essa sobretaxa pode gerar.

As principais consequências do colesterol fora dos limites especificados são os chamados problemas cardiovasculares. São condições que podem levar ao óbito e, por isso, é tão importante controlar o colesterol para se manter uma boa saúde do coração.

Os principais riscos do acúmulo de gordura no sangue são os infartos e os derrames. Ambos acontecem quando a circulação sanguínea é interrompida em decorrência do entupimento de veias e artérias, impedindo a chegada de oxigênio.

Níveis mais baixos

Recentes estudos científicos alteraram os valores considerados seguros para a presença de colesterol no organismo. Eles também dependem do tamanho do risco a que cada indivíduo está exposto, seja por condições de hereditariedade ou hábitos alimentares, sedentarismo e vícios, como o fumo.

É importante salientar que o nível total de colesterol não é a melhor fonte para saber se a saúde do coração está ou não em risco, já que isso depende da quantidade de colesterol dos tipos LDL e HDL (o primeiro popularmente conhecido como colesterol ruim e o segundo como colesterol bom).

Via de regra, o ideal é controlar o colesterol total em um índice abaixo de 190 mg/dl, sendo que índices maiores que 250 mg/dl sempre serão considerados altos.

Em indivíduos com risco baixo, o nível do colesterol LDL deve ser mantido abaixo de 130 mg/dl, diminuindo-se para menos de 100 mg/dl para indivíduos de risco médio, para menos de 70 mg/dl para quem tem alto rico e ainda para menos de 50 mg/dl para aqueles com níveis de risco muito altos.

Já no caso do HDL, a questão do risco é secundária, já que esse tipo de colesterol é necessário às funções do corpo e tem um nível mínimo desejável. O que mudou no novo estudo é que agora o mínimo recomendado passou a ser 40 mg/dl para todas as pessoas, frente aos 60 mg/dl de estudos anteriores.

Como controlar

A receita para controlar o colesterol e manter uma boa saúde do coração não mudou: continua associada a um ritmo de vida saudável que passa pela alimentação, rotina de exercícios físicos e, consequentemente, diminuição do sedentarismo – além de menores índices de estresse e hábitos sabidamente prejudiciais, como o cigarro.

Mas é na alimentação que podem ser tomados os maiores cuidados para se controlar o colesterol, principalmente o LDL (encontrado principalmente em alimentos de origem animal, como as carnes e a gema de ovo). Alimentos processados, doces, chocolate, leite integral e queijos amarelos também são ricos na substância.

Por esse motivo, é interessante consumi-los com moderação, além de incluir fontes do colesterol HDL para manter uma boa saúde do coração. Peixes gordos (como o atum e o salmão), sementes (como a chia, a linhaça e o girassol), frutas oleaginosas (como o amendoim e a castanha de caju), além do abacate e do azeite são ricos em gorduras insaturadas.

Procure ajuda médica

Não há sintomas do colesterol alto no sangue. É claro que pessoas com sobrepeso, fumantes, sedentárias ou que se alimentam muito mal podem estar com o problema, mas não é uma regra. Como ele não dói, é preciso fazer um acompanhamento médico regular para saber se é necessário controlar o colesterol.

Procure ajuda médica. Em um exame de sangue específico, é possível saber os níveis de LDL e HDL para manter uma boa saúde do coração. Caso os níveis estejam fora dos padrões recomendados, o médico definirá se apenas uma mudança de hábito é suficiente para realizar o controle ou se o paciente precisa tomar algum tipo de medicação.

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Conjuntivite: leve essa doença a sério

A conjuntivite é uma doença que precisa ser levada bastante a sério. Ela é caracterizada pela inflamação da área conjuntiva, uma membrana transparente que cobre a parte anterior do globo ocular e a parte interna das pálpebras. As causas podem ser tanto alergicas, bacterianas e virais.

A viral costuma ser bastante contagiosa e é bem comum no verão, mas não é grave, apesar de provocar incômodos. Por isso, são indicados alguns cuidados para que ela não se transforme em epidemia. Confira abaixo mais informações sobre essa doença.

Causas

Como já foi mencionado, as causas podem ser: alérgicas, bacterianas ou virais.

Por exemplo, não lavar as mãos e coçar os olhos pode parecer um simples ato, mas pode resultar em coceira, inchaço e muita irritação no olho. Logo, com esses sintomas, é certeiro que a pessoa pegou a doença.

Nunca saberemos se os ambientes pelos quais passamos também foram frequentados por pessoas contaminadas. Geralmente, os vetores de transmissão da doença são ambientes fechados e muitas aglomerações. Se uma pessoa frequenta o transporte público, isso já é suficiente para que o vírus se propague.

Tratamento

É importante ressaltar que realizar um tratamento inadequado ou nem realizá-lo pode acarretar complicações bem sérias, podendo levar até a perda de visão. No caso da conjuntivite viral, por exemplo, não existe um tratamento específico. Sendo assim, o indicado é:

  • Fazer compressas com soro fisiológico ou água filtrada. Utilize sempre gazes, algodão ou produtos descartáveis para cada novo procedimento. Jamais utilize toalhas ou panos.
  • Não coçar a área afetada e evitar colocar as mãos nos olhos.
  • Não usar chás caseiros, colírio ou água boricada.
  • Lavar as mãos com frequência.
  • Evitar a exposição a agentes irritantes (fumaça e pólen, por exemplo).
  • Não usar lentes de contato.
  • Não compartilhar toalhas, travesseiros, lençóis e demais objetos de uso pessoal de quem apresenta essa doença.
  • Evitar piscinas.

É importante que haja o acompanhamento de um oftalmologista para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado. Essa doença vai além desses cuidados e só devem ser usados colírios e antibióticos prescritos pelo profissional de saúde.

Além disso, é importante destacar novamente que o tratamento inadequado ou a ausência dele pode acarretar complicações que podem levar à perda da visão. Por isso, é fundamental o acompanhamento médico, nada podendo ser feito em casa. Logo, acima de tudo, a visita ao médico é que pode dar um diagnóstico concreto. A pessoa não pode se automedicar.

Prevenção

  • Não coçar os olhos sem antes ter lavado as mãos.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal com pessoas contaminadas.
  • Não utilizar maquiagem de outras pessoas e nem emprestar as suas.
  • Não compartilhar toalhas de rosto.
  • Lavar as mãos com frequência e evitar colocá-las nos olhos.
  • Quando for nadar, utilizar óculos de mergulho ou, caso você trabalhe com produtos químicos, utilizar óculos de proteção.
  • Evitar nadar em piscinas sem cloro ou em lagos e lagoas.

Tipos da doença

Os tipos de conjuntivite são:

  • Viral: esse é o tipo mais comum. Inclusive, é responsável por surtos esporádicos dessa doença. Ela é perigosa e altamente contagiosa, causando fotofobia e sensação de corpo estranho.
  • Bacteriana: esse tipo apresenta uma duração mais curta se for tratado de forma correta. Normalmente, os olhos ficam vermelhos e a transmissão acontece pelo contato manual e pela contaminação de objetos.
  • Alérgica: esse tipo não é contagioso, mas coça bastante. Os sintomas clássicos são vermelhidão, coceira, inchaço e olhos lacrimejantes.

Agora você já sabe quais são as causas, o tratamento, a prevenção e os tipos de conjuntivite. Para saber mais sobre esse assunto, siga nossas redes sociais e fique por dentro de nossos conteúdos e novidades em primeira mão.

5 sintomas do refluxo e como tratar esse problema

O refluxo é uma condição caracterizada pela inversão no sentido dos ácidos presentes dentro do estômago para o sentido inverso ao natural, ou seja, da boca. Como o esôfago e outros tecidos da região da boca e da garganta não são preparados para lidar com essa acidez, acontecem a irritação e a dor no local.

Essa é uma condição bastante comum, por isso vamos comentar sobre os sintomas do refluxo. Assim, você pode saber um pouco melhor se tem a condição e se está na hora de procurar um médico para iniciar um tratamento.

Estudos apontam que uma em cada dez pessoas sofre de refluxo, muitas vezes sem nem se dar conta da situação. Observe atentamente o texto a seguir.

1) Azia

A azia é o principal e mais conhecido dos sintomas do refluxo. Ela é caracterizada pelo momento exato em que o problema acontece e os ácidos estomacais sobem até o esôfago, trazendo uma sensação imediata de queimação.

2) Tosse

Ao contrário da azia, as tosses dificilmente são caracterizadas pelos pacientes como sintomas do refluxo. Isso acontece porque associamos a tosse normalmente com problemas respiratórios, mas esquecemos que o esôfago faz parte dessa linha de comunicação e, quanto irritado, pode causar alterações desse tipo.

3) Dor torácica aguda

Assim como no caso da tosse, a dor torácica costuma gerar confusão entre os pacientes que sofrem de refluxo. Confundida normalmente com problemas cardíacos, ela pode acontecer em maior grau se a pessoa se abaixar ou se estiver deitada.

4) Perda de peso

Se estou perdendo peso, está tudo bem, certo? Nem sempre. O refluxo é uma indicação de que o aparelho digestivo não está funcionando corretamente e a perda de peso também pode ser um dos sintomas do refluxo, mesmo que pareça algo bom.

5) Dor de estômago, laringe ou faringe

Os ácidos estomacais têm a função de digerir os alimentos que consumimos e devem seguir adiante para o intestino. Quando eles tomam o sentido contrário, causam a irritação dos tecidos que encontram pelo caminho, podendo provocar dores no estômago, na laringe e na faringe. A dor, em geral, é um dos sinais mais típicos do nosso corpo de que algo está errado e não deve ser ignorada, principalmente quando se torna crônica.

Causas e tratamento

A doença, assim como os sintomas do refluxo, costuma ser causada por problemas alimentares, seja em curto ou no longo prazo. Uma única refeição em excesso, seguida por um período de sono, já é suficiente para desencadear o refluxo.

Há outros fatores de risco, como o consumo de bebidas alcóolicas em excesso e o hábito do fumo. Eles podem diminuir a quantidade de ácido no estômago, uma das causas do problema. Outros fatores, como a gravidez e a obesidade, podem causar o refluxo – já que podem exercer pressão sobre o diafragma e permitir que os ácidos escapem do estômago.

Os tratamentos são mais simples do que se imagina e se baseiam em meios de vida mais saudáveis, principalmente no que se refere à dieta. Comer alimentos naturais, em vez de processados e evitar frituras, comidas açucaradas e gorduras em excesso são passos para combater a doença.

Cortar o cigarro e diminuir o consumo de álcool são outras, além de investir na diminuição do estresse, um conhecido potencializador dos sintomas do refluxo. Para isso, é importante controlar melhor as refeições, balanceando as quantidades e nunca comendo muito de uma só vez. A dieta, em conjunto com uma rotina de exercícios, também combate a obesidade.

Apesar dessas dicas servirem para qualquer pessoa, é sempre importante procurar um médico para fazer o diagnóstico e nunca tomar qualquer medicação sem receita.

Deixe seu comentário abaixo para enriquecermos essa discussão.

Doenças do aparelho digestivo: como prevenir as mais comuns

Assim como os demais sistemas do organismo, o aparelho digestivo apresenta funções bastante importantes como, por exemplo, regular os líquidos, nutrientes e excessos que serão “jogados” para fora do organismo. No entanto, existem muitas doenças do aparelho digestivo que, inclusive, fazem parte das maiores taxas de mortalidade do Brasil.

Felizmente, hoje a medicina tem como grande trunfo a prevenção. Além de novos métodos e diagnósticos estarem sendo descobertos, fazendo com que as doenças sejam curadas já em estágios iniciais, é importante mudar alguns hábitos, pois eles estão diretamente ligados ao sistema digestório.

Para saber quais são essas doenças e como preveni-las, confira abaixo uma lista das mais comuns. Dessa forma, fica muito fácil cuidar do seu corpo e da sua saúde.

Dispepsia

Esse termo médico se refere à dificuldade de digestão. Logo, a pessoa possui dor ou mal-estar no abdômen superior, podendo ser tanto de forma crônica quanto recorrente. Além disso, ela tem sensação de enfartamento.

Para prevenir essa doença, são indicadas medidas simples como, por exemplo, mudanças nos hábitos alimentares e na vida: é indicado ter uma alimentação saudável e realizar exames como endoscopia para ver qual é o diagnóstico. Por isso, é imprescindível conversar com o médico para saber como proceder.

Síndrome do intestino irritável

Ela é popularmente conhecida como “colite nervosa”, “colón irritável” ou “doença funcional do intestino”. Nesses casos, o intestino é mais sensível. Logo, ele reage mais intensamente a estímulos habituais como, por exemplo, estresse e alimentação. Isso pode causar alterações no movimento intestinal que, consequentemente, modifica a forma, a frequência e a consistência das fezes.

Para prevenir essa doença, é importante praticar exercícios, melhorar os hábitos de sono, fazer mudanças na dieta, beber bastante líquido e se alimentar regularmente. Caso seja necessário a ingestão de algum remédio, recomenda-se procurar um médico para que ele receite o mais indicado.

Azia

A azia é uma sensação de queimadura na parte de trás do peito. Às vezes, ela sobe até o pescoço e a garganta.

Para prevenir e controlar essa doença, basta evitar alimentos que favorecem essa “queimação”: café, chá, bebidas alcoólicas, bebidas gaseificadas, chocolate e refeições pesadas como, por exemplo, com muita gordura. Além disso, é indicado evitar ir para a cama antes do esvaziamento gástrico (cerca de três horas). Parar de fumar também é fundamental para prevenir essa doença do aparelho digestivo.

Gastrite

A gastrite é uma inflamação na mucosa do estômago. Em casos mais graves, podem até evoluir para úlceras. No entanto, se for controlada com medicamentos leves e reeducação alimentar, dura pouco tempo.

Além disso, é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas, alimentos ácidos e tabagismo. Essas são as principais causas da doença.

Úlcera péptica

A úlcera nada mais é do que uma erosão que ocorre nos tecidos que revestem o estômago. Se não for bem tratada, pode gerar complicações como perfuração ou sangramentos.

Logo, o tratamento inclui medicamentos específicos receitados pelo médico e uma alimentação com o mínimo possível de ácidos.

É extremamente importante ressaltar que, além dessas dicas de prevenção, deve ser realizada uma consulta com o gastroenterologista (médico especialista no aparelho digestivo) quando esses problemas surgirem. Afinal, nada pode ser feito (dicas e medicação) sem o acompanhamento médico e apenas ele poderá dar um diagnóstico preciso. Então, nunca se automedique.

Essas são algumas das doenças do aparelho digestivo. Se as dicas preventivas forem usadas com a consulta ao médico, as chances de desenvolvê-las são mínimas. Gostou dessa matéria? Então, deixe o seu comentário abaixo.

HPV NO HOMEM: SINTOMAS, DEVEMOS VACINAR?

Tudo que você deveria saber sobre hpv no homem

De todos os problemas de saúde que podem acometer o sistema genital do homem, a infecção pelo HPV (papilomavírus humano) é certamente a mais frequente. Sabemos que qualquer homem com vida sexual ativa pode albergar partículas virais em seu organismo, e que até 10% de todos os homens um dia apresentarão a manifestação mais comum de atividade desse vírus: as temidas verrugas genitais. Nos Estados Unidos, por exemplo, aproximadamente 14 milhões de homens adquirem o HPV todos os anos!

Obviamente, as verrugas trazem problemas estéticos e sintomáticos, uma vez que podem incomodar, coçar, doer ou até mesmo sangrar. Mas os problemas não se restringem apenas às verrugas. Sabemos, hoje, que alguns tipos específicos de HPV podem estar envolvidos com a formação de doenças mais graves, como o surgimento de tumores na região genital ou anal. Doenças sérias como o câncer de pênis iniciam com verrugas de HPV não tratadas. O HPV já é um velho conhecido dos ginecologistas e de suas pacientes, uma vez que ele está também intimamente relacionado com o surgimento de problemas oncológicos no colo do útero. No entanto as mulheres estão na frente dos homens nesse ponto, pois já incluem exames de triagem para a presença de HPV no homem em seus exames anuais. Portanto, evitar a presença do HPV no homem é também uma ferramenta de proteção à saúde de sua parceira. Dessa forma, é obrigatório incluir na rotina de investigação clínica de todos os homens o exame físico detalhado que busca sinais desse problema.

COMO OCORRE O CONTÁGIO?

Basicamente, o contágio se dá pelo contato cutâneo com uma pessoa portadora do vírus. Na grande maioria das vezes, esse contato ocorre durante o ato sexual. No entanto, diferentemente de muitas outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), não é necessário penetração ou contato de secreções corporais (como sêmen ou secreção vaginal) com mucosas. Dessa maneira, o contágio é muito fácil, e a ocorrência de infecções é muito comum.

Pessoas portadoras de verrugas genitais têm muito mais chance de serem contaminantes: contato com verrugas visíveis leva a contágio do(a) parceiro(a) em até 65% das ocasiões. Dessa forma, contato sexual na presença de verrugas deve ser fortemente evitado. Todavia, ao contrário do que se imaginava há alguns anos, não é obrigatória a existência de verrugas visíveis para que aconteça a transmissão. As chamadas lesões subclínicas (lesões que se tornam visíveis apenas durante a peniscopia, que é o exame da pele da região genital e proximidades com emprego de reagentes químicos e magnificação com sistemas de lentes), também, podem transmitir o vírus em até 25% das oportunidades. Isso chama muita atenção para a necessidade e importância da realização da identificação dessas lesões por meio da peniscopia, que, via de regra, passam despercebidas.

Como a contaminação é extremamente fácil, é perfeitamente possível a transmissão sem que necessariamente tenha havido contato sexual. Ter isso em mente é muito importante, uma vez que, em até 5% das ocorrências, a contaminação se dá pelo simples contato com toalhas, roupas ou em banheiros e vestiários. Ser portador de HPV, portanto, não é sinônimo de contágio por via sexual!

 O DIAGNÓSTICO

hpv sintomas

O diagnóstico preciso do HPV no homem envolve identificação de fragmentos do vírus a partir de técnicas moleculares, como, por exemplo, a Captura Híbrida. Esse exame é simples e indolor e deverá ser realizado nas situações em que haja lesões suspeitas como as verrugas, ou lesões subclínicas, que são identificadas durante o exame físico combinado com a peniscopia. Biópsias das lesões, também, podem concluir o diagnóstico com precisão. Porém são ferramentas um pouco mais invasivas e demandam uso de anestesia local e uso subsequente de curativos.

PREVENÇÃO – SAÚDE AO ALCANCE DE TODOS

Como tudo em medicina e saúde, prevenir é o melhor remédio. Nos dias de hoje, existem duas formas de prevenção comprovadamente eficazes:hpv tem cura

  • Evitar contato sexual desprotegido.
  • Prevenção por meio de vacina.

Como qualquer doença que pode ser transmitida a partir do contato sexual, o uso do preservativo pode prevenir tremendamente a disseminação do vírus e deve ser sempre empregado, até como estratégia para se prevenir as demais DSTs. No entanto podem existir verrugas ou lesões subclínicas em regiões do corpo que não são protegidas pelo preservativo, como no abdome, no pube e nas coxas. Nesses casos, o preservativo pode não ser suficiente para evitar o contágio. Deve-se evitar qualquer tipo de contato íntimo quando existirem lesões nessas regiões, sob risco de transmissão mesmo com uso de preservativo.

EXISTE VACINA PARA HPV PARA HOMENS?

hpv no homem Sim, a imunização por meio da vacinação vem ganhando cada vez mais espaço entre os homens. Inicialmente, a vacina para HPV foi empregada para meninas apenas, chegando até mesmo a ser oferecida em nosso sistema púbico de saúde. Nos Estados Unidos, no entanto, já se recomenda fortemente que meninos recebam a vacina quadrivalente (para os subtipos 6, 11, 16 e 18), como forma de prevenção masculina.
As boas práticas já nos recomendavam que meninos recebessem a vacina entre os 11 e 12 anos, antes de iniciarem a vida sexual. Agora, com a nova determinação do ministério da Saúde de 11 de outubro de 2016, a vacina para HPV passa também a fazer parte do calendário vacinal para meninos de 12 e 13 anos, através de 2 doses da vacina quadrivalente, com intervalo de 6 meses. É muito importante que ambas as doses sejam utilizadas, para se atingir a eficácia protetora completa!  Dessa forma, os jovens estarão protegidos dos tipos mais perigosos de HPV, além de se reduzir o potencial de circulação do vírus. Quando não é possível a administração da vacina nessa idade, pode-se utilizá-la com eficácia equivalente até os 22 anos, com bons resultados. Em casos especiais, jovens de 9 até 26 anos podem receber a vacina, com até 3 doses, da mesma maneira que se utiliza nas meninas. Desta forma, fica claro que o uso da vacina no sexo masculino, apesar de constar apenas no calendário vacinal de rapazes de 12 e 13 anos, pode sim ter seu emprego ampliado para homens jovens, com benefício muito bem definido.

Trata-se de uma vacina extremamente segura, com efeito duradouro por toda a vida. A vacina não utiliza vírus vivo, e sim pedaços da “capa” do vírus, para fazer com que o sistema imunológico conheça suas “peças”, sem necessariamente ter contato com ele.

TRATANDO OS PORTADORES DE HPV

Na grande maioria das vezes, o organismo é capaz de combater o HPV no homem sem que haja qualquer tipo de sintoma. Quando encontramos uma verruga, ou uma lesão subclínica, estamos diante de uma situação em que este combate ao vírus falhou de alguma forma. Nestes casos, é importante eliminarmos as lesões o mais rapidamente possível. Assim, eliminamos as chances de transmissão do vírus, além de evitar a persistência destas lesões, com sua potencial progressão para problemas mais sérios.

Existem diversas formas de removermos as lesões e devemos sempre buscar a sua remoção, são elas:

  • Retirada cirúrgica.
  • Cauterização térmica.
  • Ácido tricloroacético.
  • Congelamento por crioterapia com nitrogênio.
  • Ou até induzir o desaparecimento das lesões a partir do uso de medicamentos (como o imiquimod, fluoruracil, podofilina ou podofilotoxina).

Essas diversas técnicas têm altíssima eficácia e devem ser utilizadas sozinhas ou combinadas. Cada técnica tem seu melhor emprego dependendo do tamanho, localização e característica da lesão, o que é definido pela avaliação médica urológica individualizada e cuidadosa.

Mesmo com tratamento adequado, as lesões podem voltar a surgir em até 25% dos casos. Nestas situações, é muito importante conhecermos o estado imunológico do paciente. A única forma de cura do HPV no homem é a própria atividade imune do paciente. A diferença entre pacientes que têm grande manifestação genital e aqueles que debelam imediatamente o HPV está na qualidade da resposta imunológica. Lesões que persistem após tratamento indicam necessidade de incremento e melhoria nas defesas corporais, o que garante investigação adequada e medidas médicas que propiciem otimização das respostas naturais do indivíduo.

Fontes:
Center for Disease Control and Prevention – MMWR, Jun 5, 2015. Sexually Transmitted Diseases Treatment Guidelines, 2015. Disponível em: http://www.cdc.gov/std/tg2015/tg-2015-print.pdf
HPV and men – CDC fact sheet. Disponível em: http://www.cdc.gov/std/hpv/hpvandmen-fact-sheet-february-2012.pdf
Guia prático sobre o HPV – Guia de perguntas e respostas para profissionais da saúde. Ministério da Saúde, Brasília, 2014. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/marco/07/guia-perguntas-repostas-MS-HPV-profissionais-saude2.pdf