ácido úrico

Ácido úrico alto: Entenda os riscos para a saúde quando a substância está em excesso no corpo

O ácido úrico alto pode representar um risco à saúde quando ele está excesso, mas o que poucos sabem é como ocorre esse desequilíbrio da substância no corpo e o que pode acontecer a partir disso, as consequências como um todo na saúde. Separamos aqui algumas informações esclarecedoras e pontuais para você entender o que fazer quando o ácido úrico está alto.

Todas as pessoas possuem ácido úrico no sangue, mas em níveis baixos. O problema começa mesmo quando o organismo não consegue expelir, passando a acumular o ácido e, com o tempo, facilitando o surgimento de doenças como cálculos renais e gota. É neste momento que o médico se faz necessário, inclusive para entender as causas e estabelecer um tratamento eficaz.

 

O ácido úrico alto no organismo

O próprio organismo produz o ácido úrico a partir da quebra das moléculas de purina, que é uma proteína presente em alimentos como carne, feijão ou marisco. Esse rompimento da proteína acontece por conta da xantina oxidase, uma enzima responsável por catalisar a proteína no processo de digestão. Podemos dizer que esse ácido é feito para auxiliar a remoção do que não serve para o corpo. Na prática, o organismo envia para o rim filtrar e eliminar a substância, o que naturalmente ocorre pela urina.

Em si, o ácido úrico não causa problema de saúde. O acúmulo dele sim traz uma série de malefícios, inclusive para quem já tem problema renal, que nesta situação pode se acumular nos próprios tecidos e dar origem a uma doença articular chamada “gota”, provocando inflamação, dores fortes e até mesmo deformidades nas articulações. Tratamos desses problemas mais adiante no texto!

 

Fatores que colaboram para o ácido úrico alto

Além da alimentação rica em purina, existem outros fatores que colaboram para que o indivíduo tenha ácido úrico alto no sangue. Os riscos são maiores para pessoas que já possuem casos na família, além de indivíduos que consomem excessivamente álcool, ou seja obeso ou tenha sobrepeso, hipertensão, síndrome metabólica, insuficiência renal, entre outros.

 

Os sintomas do excesso de ácido úrico

Antes de falar dos sintomas do excesso de ácido úrico, vale lembrar que nem todo mundo apresenta esses sinais, o que chamamos de casos assintomáticos, e por isso mesmo é tão importante um acompanhamento completo de exames periodicamente, assim fica mais acompanhar e tratar da saúde, caso seja preciso.

Em relação aos sintomas, vale lembrar que o maior deles é dor nas articulações, que normalmente apresentam inchaço e uma vermelhidão na mesma região. Quase sempre as dores são intensas principalmente nos pés, joelhos, tornozelos, calcanhares e cotovelos. É normal o médico pedir, a partir desses sintomas, o exame de sangue ou urina para confirmar se há ou não excesso de ácido úrico.

Vale reforçar que a ausência de tratamento médico pode causar problemas maiores no futuro. Quem mantém o ácido úrico alto corre sério risco de sofrer com crises intensas, bem como até causar a destruição óssea das articulações. Alguns danos também podem ser irreversíveis.

 

O alto nível de ácido úrico e a gota

Muitas pessoas confundem “ácido úrico elevado” com “gota”. Apesar de serem condições relacionadas entre sim, elas não são a mesma coisa!

A gota é uma doença articular, que resulta do excesso do ácido úrico no sangue durante longo tempo, que leva a um depósito de ácido úrico no interior das articulações. Isso significa que, nem sempre uma pessoa com ácido úrico elevado tem gota. No entanto, todos os pacientes que apresentam gota, possuem níveis altos de ácido úrico.

A gota aguda é quando ocorre uma crise repentina e a região apresenta inchaço, uma vermelhidão, além de muita dor. Quando isso ocorre, é preciso concentrar os esforços no combate à inflamação e à dor, sem grande preocupação como os níveis de ácido úrico. Já na gota crônica, temos cristais de ácido úrico acumulados nas articulações sem grande inflamação, e portanto, sem muita dor. No entanto, esses depósitos costumam ser difíceis de tratar, e muitas vezes, levam a deformidades definitivas nas articulações. Todos os esforços para redução no ácido úrico devem ser aplicados justamente para se evitar esse tipo de situação.

Além de se depositar nas articulações, o ácido úrico pode se acumular no interior de órgãos como os rins, levando a cálculos renais, insuficiência renal e hipertensão arterial. É importante lembrar que, principalmente nos jovens e em casos iniciais de elevação de ácido úrico, pode ocorrer a ausência completa de sinais e sintomas, chamando bastante nossa atenção para a importância de uma avaliação médica rotineira.

 

Como diagnosticar o aumento do ácido úrico?

O excesso de ácido úrico pode ser confirmado a partir de dois exames: o exame de sangue simples e análise de urina de 24 horas. Desta forma, como estes exames são necessários para o diagnóstico, somente o médico pode determinar se a pessoa está ou não diante de uma situação de aumento do ácido úrico. Existem valores referenciais distintos para cada um para confirmar se o índice da substância está alto ou não:

Valor referencial no exame de urina de 24 horas: Homem e mulher: 0,24 – 0,75 g/dia.

Valor referencial no exame de sangue: Mulher 2,4 – 6,0 mg/dL e Homem 3,4 – 7,0 mg/dL

 

Dieta para ácido úrico alto

Quando o ácido úrico está alto, o melhor caminho é repensar a alimentação. O equilíbrio na hora de comer vai contar bastante para que a pessoa consiga ajudar o organismo a trabalhar de forma a não acumular ácido úrico. Confira alguns alimentos importantes para ajudar a diminuir o ácido úrico alto:

 

  1. a) Alcachofra

A alcachofra é uma verdura diurética importante na alimentação de quem sofre com ácido úrico alto. Ela é rica em minerais, antioxidantes e vitaminas, ajuda a evitar a retenção de líquido.

 

  1. b) Cenoura

A cenoura é outro alimento importante para quem apresenta ácido úrico alto. Com um efeito alcalinizante, a cenoura ajuda a eliminar as purinas e os cristais das articulações. É um alimento indispensável, tanto crua quanto cozida, para quem está enfrentando o problema.

 

  1. c) Laranja e limão

Outra dica de como baixar ácido úrico alto é apostar em duas frutas importantes: limão e laranja. O limão já é considerado um importante aliado para quem deseja desintoxicar o corpo e, neste processo, pode ter um efeito importante, ajudando a “limpar” o excesso de ácido úrico.

 

  1. d) Gengibre

O gengibre é um potente anti-inflamatório natural e por isso é tão indicado para auxiliar no tratamento contra o ácido úrico alto. Além disso, o alimento também ajuda a acelerar o metabolismo.

 

Ajustar a dieta é, sem dúvida alguma, a melhor e mais simples forma de combater a elevação da ácido úrico. Acompanhamento médico e nutricional são indispensáveis para uma recuperação eficaz. Abaixo, discutimos alguns pontos importantes, além de citar os principais remédios para tratar o ácido úrico alto.

 

Como se trata a elevação do ácido úrico?

O tratamento correto envolve, além de uma dieta equilibrada, o uso de medicamentos. Vale mencionar que, além das dicas nutricionais acima, é importante modificar alguns hábitos, como diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas e de alimentos industrializados. A orientação  mais importante é o controle na ingesta de proteínas de origem animal – em especial a carne vermelha – que são as principais fontes de purinas. Nos casos em que o emprego de medicação se faz necessário, usa-se com muita frequência o alopurinol, a colchicina e ao anti-inflamatórios.

 

Uma dica importante e simples vai ajudar a amenizar o inchaço e a dor. O uso de água corrente e temperatura ambiente alivia esses dois sintomas comuns na crise. Cuidado com movimentos bruscos!

Longe de substituir o olhar clínico e capacitado do médico, as informações aqui mostram como o tema é complexo e que cabe ao paciente entender o que está ocorrendo e saber que há tratamento específico para resolver o problema. Siga sempre a orientação do seu médico, inclusive o tempo de tratamento e repouso quando indicado. Todo cuidado é bem-vindo!

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *